Dr. Fayez Bahamad Jr

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Principais Cirurgias

 

 

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Implante Coclear

 

O IMPLANTE COCLEAR

O implante coclear, ou mais popularmente conhecido como ouvido biônico, é um aparelho eletrônico de alta complexidade tecnológica, que tem sido utilizado nos últimos anos para restaurar a funçao da audiçao nos pacientes portadores de surdez profunda que nao se beneficiam do uso de próteses auditivas convencionais.

Trata-se de um equipamento eletrônico computadorizado que substitui totalmente o ouvido de pessoas que tem surdez total ou quase total. Assim o implante é que estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que sao colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado que foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. Já existe há alguns anos e hoje mais de 100.000 pessoas no mundo já o estao usando.

Quais sao as partes do que compoem o implante coclear?
O implante coclear é composto por duas partes: uma unidade interna e outra externa.

A unidade interna

É implantada cirurgicamente dentro o ouvido do paciente. Esta unidade possui um feixe de eletrodos que será posicionado dentro da cóclea (órgao da audiçao com formato de caracol). Este feixe de eletrodos se conecta a um receptor (decodificador) que ficará localizado na regiao atrás da orelha, implantado por baixo da pele. Junto ao receptor fica a antena e o ima que servem para fixar a unidade externa e captar os sinais elétricos.

A unidade externa

A unidade externa é constituída por um processador de fala, uma antena transmissora e um microfone. A unidade externa é a parte do implante que fica aparente e pode ser de dois tipos: retroauricular ou tipo caixa. A antena transmissora possui um ima que serve para fixá-lo magneticamente junto a antena da unidade interna ( que também possui um ima).

O microfone capta o som do meio ambiente e o transmite ao processador de fala. O processador de fala seleciona e analisa os elementos sonoros, principalmente os elementos da fala, e os codifica em impulsos elétricos que serao transmitidos através de um a cabo até a antena transmissora. A partir da antena transmissora o sinal é transmitido através da pele por meio de radiofreqüência e chega até a unidade interna. Na unidade interna temos o receptor estimulador interno, que está sob a pele. O receptor estimulador contém um "chip" que converte os códigos em sinais eletrônicos e libera os impulsos elétricos para os eletrodos intracocleares estimulando diretamente as fibras no nervo auditivo.Esta estimulaçao é percebida pelo nosso cérebro como som.
Desse modo, o paciente recupera parte da audiçao e pode voltar a se comunicar com as pessoas.
Descriçao: http://www.implantecoclear.org.br/imageBank%5Ctextos%5Ctexto_5%5Cesquema.jpg


PACIENTES QUE SE BENEFICIAM COM O IMPLANTE COCLEAR

O paciente candidato ao implante coclear é aquele que possui surdez severa a profunda bilateral, que fez uso de prótese auditiva, mas nao obteve resposta satisfatória (resultados mínimos satisfatórios).
Nós dividimos os pacientes em dois grupos que apresentam indicaçao e resultados diferentes.
Existem aqueles pacientes que ouviam e por algum motivo perderam a audiçao, que nós denominamos de pacientes pós-linguais. E existem também aqueles pacientes que sao surdos desde o nascimento ou perderam a audiçao muito cedo antes mesmo de aprenderem a falar, que nós denominamos de pacientes pré-linguais.

Critérios básicos de indicaçao do implante coclear:

Pacientes pós-linguais:

Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo que nao se beneficiarem do aparelho de amplificaçao sonora individual (AASI), ou seja, apresentarem escores inferiores a 50% em testes de reconhecimento de sentenças com o uso da melhor protetizaçao bilateral possível.
Nao existe limite de tempo para a realizaçao do implante coclear neste grupo, porém quanto maior o tempo de surdez, piores serao os resultados.

Pacientes pré-linguais:

Deficiência auditiva neurosensorial bilateral de grau severo a profundo, com reabilitaçao fonoaudiológica efetiva há pelo menos 3 meses (crianças de 0 a 18 meses) ou desde a realizaçao do diagnóstico (crianças maiores de 18 meses), que nao se beneficiarem do aparelho de amplificaçao sonora individual (AASI).
Neste grupo a idade do paciente é importante.
Nas crianças, a idade ideal é até 2 anos de idade, sendo que quanto mais precocemente o paciente é implantado, melhores serao os resultados.
Entre 2 e 5 anos os resultados também podem ser bons, porém sao inferiores aos pacientes implantados até 2 anos.
A partir dos 5 anos os pacientes também podem ser implantados, porém os resultados dependerao de outros fatores como o grau de desenvolvimento da linguagem já adquirida e do trabalho de estimulaçao auditiva prévia, como uso de prótese auditiva e capacidade de realizaçao de leitura orofacial e linguagem de sinais.


ETAPAS A SEREM SEGUIDAS ATÉ A REALIZAÇAO DO IMPLANTE COCLEAR.

O implante coclear é um processo complexo que exige a atuaçao conjunta de um equipe multidisciplinar (vários profissionais de especialidades diferentes) para que se alcance o sucesso do tratamento.
A equipe é composta por um médico otorrinolaringologista, um fonoaudiólogo e um psicólogo (todos os membros da equipe têm que ter especializaçao em implante coclear).
A avaliaçao do paciente candidato ao implante coclear é um processo complexo e pode ser demorado pois existem etapas que devem ser obrigatoriamente seguidas e cumpridas em todos os pacientes, para que seja conseguido o melhor resultado possível em benefício do paciente.

Avaliaçao médica

Inicialmente o paciente deve ser avaliado pelo otorrinolaringologista para o diagnóstico da causa, tipo e a gravidade da surdez.
O médico avalia se a causa que levou a surdez permite que seja realizado o implante coclear.
Também é importante que seja estudada a existência de outras doenças, pois o paciente deve ser avaliado como um todo e nao apenas a audiçao.

Avaliaçao fonoaudiológica

A próxima etapa é a avaliaçao pela fonoaudióloga, que realizará uma série de testes auditivos e de linguagem, assim como exercícios que prepararao o paciente para receber o implante coclear.
A avaliaçao da fonoaudióloga pode ser demorada e depende muito de cada caso e da motivaçao do paciente, esta avaliaçao é composta por:
-Avaliaçao do grau de surdez: temos que ter certeza que a surdez é mesmo profunda.
-Avaliaçao da adaptaçao do paciente com a prótese auditiva convencional: temos que ter certeza que uma prótese convencional já nao seria suficiente para atender a necessidade do paciente.
-Avaliaçao de linguagem emissiva (fala, uso de língua de sinais e escrita - em pacientes já alfabetizados) e receptiva (realizaçao efetiva de leitura orofacial, uso de língua de sinais e escrita).
Quando algum destes aspectos nao é satisfatoriamente atendido o paciente pode ser encaminhado para reabilitaçao fonoaudiológica por período determinado, e posterior retorno para avaliaçao. Neste período poderá ser necessário:
-Treinamento em leitura orofacial para crianças maiores e adultos: Este treinamento é essencial na fase pré implante e muda muito o resultado final quando bem realizado.
-Treinamento auditivo (melhorando muitas vezes o desempenho do paciente com prótese convencional, ou o resultado final com implante)
- Terapia de estimulaçao de linguagem

Avaliaçao psicológica

E muito importante que sejam avaliados os aspectos psicológicos do paciente e das pessoas que convivem com ele no dia a dia. É importante que o psicólogo avalie se o paciente está preparado para ser submetido a uma cirurgia, se aceita o fato de viver com uma prótese implantada dentro da cabeça, se os familiares estao motivados e apóiam esta decisao (nós consideramos o apoio e a participaçao da família fundamentais). Devemos avaliar também o grau de expectativa do paciente e se ele tem consciência dos resultados que podem ser atingidos. O paciente tem que estar ciente de tudo o que está acontecendo e a equipe deve expor tudo de uma forma clara e sincera, pois nós acreditamos que uma relaçao de confiança mútua entre o paciente e a equipe seja fundamental.

No final do processo pré cirúrgico o paciente é submetido a avaliaçao pré operatória para que seja avaliada todos os possíveis riscos cirúrgicos e a cirurgia seja realizada da forma mais segura possível.


EXAMES QUE GERALMENTE SAO REALIZADOS


Audiometria completa.
Audiometria em campo com uso de AASI
BERA
Emissoes otoacústicas
Tomografia computadorizada e Ressonância magnética.


PROCEDIMENTO CIRURGICO


A colocaçao da unidade interna é realizada através de uma cirurgia que tem duraçao aproximada de 2 horas.
É realizado sob anestesia geral, ou seja, o paciente estará entubado e inconsciente e nao sentirá nada durante todo procedimento.
1) O corte (incisao): A cirurgia é realizada toda atrás da orelha e um pequeno corte na pele de aproximadamente 4 cm.



2) Colocaçao dos eletrodos: É realizado uma abertura na cóclea (órgao da audiçao com formato de caracol) e os eletrodos sao inseridos dentro da cóclea perfazendo uma volta completa em seu interior.



3) Fixaçao do processador interno: o processador interno é colocado embaixo do couro cabeludo atrás da orelha (o paciente sentirá uma pequena elevaçao no local).



4) No final da cirurgia fecha-se a pele com pontos e um curativo compressivo é colocado no local.



Possíveis riscos da cirurgia

Primeiramente existem os riscos que existem em todas as cirurgias com anestesia geral, mas com o desenvolvimento da medicina, hoje em dia sao muito mais raras se realizados em bons hospitais.
Os riscos próprios do procedimento sao pouco frequentes, mas podem ocorrer. Abaixo listamos em ordem de freqüência:
-Insucesso na colocaçao do implante coclear: pode ocorrer se houver alteraçoes anatômicas no ouvido do paciente, seja por um defeito congênito (de nascença) ou por seqüelas de infecçao ou fraturas.
-Infecçao e necrose da pele: é devido ao fato de se colocar uma prótese sob a pele, se ocorrer pode ser tratada se diagnosticada rapidamente.
-Tontura: Pode ocorrer porque o órgao que faz agente escutar também é responsável pelo equilíbrio, mas é uma complicaçao transitória que melhora rapidamente em poucas semanas.
-Paralisia facial: é a complicaçao mais temida. Pode ocorrer porque o nervo que faz a mímica da face passa muito próximo do local da cirurgia. Para evitar esta complicaçao é utilizado um aparelho chamado monitor de nervo facial que diminui o risco desta complicaçao. Esta complicaçao apesar de possível é muito rara e geralmente melhora após algumas semanas de tratamento.
-Meningite e fístula liquórica: Foram complicaçoes que ocorreram no início dos implantes cocleares. Hoje em sao complicaçoes extremamente raras.

Rotina pós-operatória

Na maioria dos casos o paciente recebe alta no dia seguinte da cirurgia.
O curativo com faixa por 24 horas e os pontos serao retirados em 2 semanas.
A ativaçao do implante coclear ocorre 30 a 40 dias após o procedimento.
Depois inicia-se o processo de programaçao e adaptaçao do paciente ao implante coclear com consultas com a fonoaudióloga. Essas avaliaçoes no início serao semanais e depois quinzenais e mensais.

Cuidados que devem ser tomados no pós operatório

Nao lavar a cabeça por 3 dias.
Após 3 dias pode lavar a cabeça mas deve-se tomar cuidado pra nao deixar entrar água dentro do ouvido operado protegendo-o com um tampao até o retorno com o cirurgiao.
Dormir com o ouvido operado para o lado de cima por 14 dias.
Nao fazer esforço físico ou tomar sol por 30 dias.
Nao deixar de tomar corretamente a medicaçao prescrita pelo médico e nao deixar de comparecer ao retorno pós operatório.
Nao existem restriçoes à alimentaçao.
Se fizer uso de prótese auditiva no outro ouvido pode colocá-la logo no primeiro dia após a cirurgia.


CUIDADOS COM O SEU IMPLANTE COCLEAR


O implante coclear é uma prótese e pode quebrar se sofrer um traumatismo sobre ela.
O paciente implantado nao deve praticar esportes violentos como lutas ou outras atividade com grande risco de bater a cabeça.

É proibido:

-Realizar exame de ressonância magnética ou chegar perto da sala de exame: o implante é composto de um metal que pode ser atraído violentamente pelo aparelho de ressonância magnética podendo levar a complicaçoes graves. Existem alguns modelos que permitem realizar o exame em condiçoes muito especiais, mas é obrigatório avisar o seu otorrino e o radiologista sempre que for solicitado um exame de ressonância magnética.
-Manter o aparelho desligado o pouso e na decolagem de aeronaves: funciona como qualquer aparelho eletrônico e pode interferir nos aparelhos de controle da aeronave. Manter o implante desligado no pouso e na decolagem.
-Uso de bisturi elétrico: é proibido o seu uso em pacientes com implante coclear pois podem queimar a unidade interna. Avisar o médico toda vez que for ser submetido a uma cirugia.

Podem ser realizados sem problemas:

-Ultra-sonografia diagnóstica.
-Radiografia simples.
-Tomografia computadorizada.
-Luz ultra violeta de clínicas odontológicas.

Podem alterar o funcionamento do implante coclear:

-Sistema de detectores de metais: o implante coclear irá disparar toda vez que passar por estes dispositivos (geralmente estao presentes em portas de bancos e aeroportos). Por isso, é aconselhável andar sempre com o comprovante emitido pelo fabricante, comprovando que o paciente é mesmo implantado.

-Radiaçao eletromagnética: monitores de computador, televisores, forno de microondas. A proximidade deste dispositivos podem alterar a qualidade sonora ou interferir no transmissao de dados entre as unidades interna e externa.
-Sistema de vigilância de lojas: desligar o aparelho quando for passar através da porta de lojas que possuem sistema eletrônico de vigilância (sao aqueles aparelhos que apitam quando alguém tenta sair com um produto sem passar pelo caixa). O implante coclear geralmente nao dispara estes aparelhos, mas pode ocorrer distorçao no som e desconforto para o usuário de implante.


CRITÉRIOS DE INDICAÇAO PARA PACIENTES DO SUS

(Portaria nº 1.278/GM Em 20 de outubro de 1999)


IMPLANTE EM ADULTOS

O Implante Coclear em adultos deverá seguir os seguintes critérios de indicaçao:
a - pessoas com surdez neuro-sensorial profunda bilateral com código lingüístico estabelecido (casos de surdez pós-lingual ou de surdez pré-lingual, adequadamente reabilitados);
b - ausência de benefício com prótese auditiva (menos de 30% de discriminaçao vocal em teste com sentenças);
c - adequaçao psicológica e motivaçao para o uso de implante coclear.

IMPLANTE EM CRIANÇAS

O Implante Coclear em crianças, menores de 18 anos com surdez pré e pós-lingual, deverá seguir os seguintes critérios de indicaçao:
a) experiência com prótese auditiva, durante pelo menos três meses;
b) incapacidade de reconhecimento de palavras em conjunto fechado;
c) família adequada e motivada para o uso do implante coclear;
d) condiçoes adequadas de reabilitaçao na cidade de origem.

CRITÉRIOS DE CONTRA-INDICAÇAO

Está contra-indicado o Implante Coclear nos seguintes casos:
a - surdez pré-lingual em adolescentes e adultos nao reabilitados por método oral;
b - pacientes com agenesia coclear ou do nervo coclear;
c - contra-indicaçoes clínicas.

BENEFICIOS DO IMPLANTE COCLEAR

Apesar dos amplos critérios de indicaçao, nao sao todos os pacientes que se beneficiam do implante coclear. Por isso a avaliaçao e a orientaçao correta sao fundamentais para previsao do prognóstico e direcionamento das expectativas. Muitas vezes, se o resultado será muito limitado, o implante pode nao ser indicado, mesmo quando o paciente apresenta surdez profunda.

Os estudos e o acompanhamento em longo prazo mostram que os melhores resultados com o implante coclear sao em pacientes com perdas de audiçao pós-lingual e em crianças implantadas ainda pequenas (até 2 anos e 11 meses). Nos indivíduos pós-linguais em geral se obtém cerca de 80% de reconhecimento de sentenças em formato aberto; retomada das atividades profissionais e sociais com melhora significativa na qualidade de vida e 50% de uso o telefone sem dificuldades. Nas crianças implantadas ainda bebês a aprendizagem da língua oral ocorre de maneira incidental e, em geral, o desenvolvimento é muito próximo ao de uma criança normal.

Atualmente, os benefícios com o implante coclear já estao muito comprovados. Os resultados de 877 pacientes acompanhados em centros na Espanha mostram ganho médio de 60% na percepçao de fala em relaçao ao pré-operatório de adultos pós-linguais e de 90% de discriminaçao e compreensao de fala em formato aberto de crianças implantadas antes dos 03 anos de idade (Manrique et al., 2006).

Em crianças com idade superior a 4 anos os benefícios com o implante coclear sao altamente dependentes do seu nível de desenvolvimento de linguagem e cogniçao. Quanto melhor é o desenvolvimento lingüístico, melhor é a capacidade da criança em processar os estímulos auditivos, associá-los ao significado lingüístico, estabelecer regras lexicais e sintáticas para compreensao e expressao da língua. Entende-se por adequado nível de desenvolvimento de linguagem a criança que, apesar da deficiência auditiva, é capaz de compreender através de leitura labial ou LIBRAS, sem lacunas no desenvolvimento. Essa exigência é diferente em cada faixa etária, portanto quanto mais velho é o indivíduo, maior domínio da língua é necessário para que ele possa ter um bom resultado com o implante coclear.

Em um estudo com 54 crianças surdas pré-linguais implantadas, com idade entre 4 e 12 anos no momento da ativaçao e uso efetivo do implante há 1 ano, Guedes et al. (2005) mostraram que nao houve diferença significativa entre os grupos para os fatores sexo, etiologia e médias de idade. Porém, crianças com boa compreensao de linguagem pré-operatória tiveram risco para melhor percepçao de fala 3,6 vezes o risco das demais crianças (p=0,009). Assim, concluíram que a compreensao de linguagem pré-operatória, seja por LIBRAS e/ou leitura orofacial, é um importante fator prognóstico para percepçao de fala após 1 ano, devendo ser considerado na seleçao de crianças mais velhas para o implante coclear.

Em pacientes adolescentes ou adultos com surdez pré-lingual o resultado é dependente da expectativa; pode haver um excelente ganho auditivo porém sem modificaçao do padrao de comunicaçao; o benefício é limitado e em longo prazo; e os indivíduos dificilmente chegam à percepçao de fala sem pistas auxiliares (apoio de leitura labial, escrita, sinais).


BENEFICIOS DO IMPLANTE COCLEAR BILATERAL

Há muito tempo já é provado a importância da audiçao bilateral na localizaçao sonora e na discriminaçao de sentenças principalmente quando existe mais de um interlocutor ou quando estamos num ambiente barulhento.

Da mesma forma, estudos realizados em pacientes surdos pós linguais têm demonstrado que pacientes que realizaram o implante bilateral apresentam melhores desempenhos auditivos nestas mesmas situaçoes. Baseado na teoria da maturaçao das vias auditivas que apresenta o seu maior desenvolvimento até 2 anos de idade, acredita-se que este grupo terá grande benefício com a realizaçao precoce do implante bilateral. Estudos mais recentes já comprovam os benefícios do implante coclear bilateral realizado precocemente, motivo pelo qual muitos centros nos EUA e Europa têm realizado a cirurgia bilateral ao mesmo tempo na mesma cirurgia. Em nosso país, por questoes econômicas e sociais, o SUS nao contempla a realizaçao do implante bilateral, o que é bem razoável quando pensamos em políticas de saúde pública no qual devemos beneficiar o maior número de pacientes com os recursos limitados que dispomos.

O Dr Fayez Bahmad Júnior tem atualmente 04 pacientes utilizando o implante coclear bilateralmente. Sendo que destes todos foram simultâneos. Alguns argumentos contra a realizaçao do implante coclear seria o custo maior de manutençao de dois aparelhos e a possibilidade de preservar um dos ouvidos para novas tecnologias que possam se desenvolver.

Porém, após alguns anos do primeiro implante coclear, o resultado do implante na orelha contralateral piora drasticamente, impedindo que o paciente se beneficie de novos modelos de implante se o intervalo entre o primeiro e o segundo implante for muito longo.

 

Baha

Descriçao: aha user Evelyn

 

O BAHA

Existem pessoas que sofrem de deficiência auditiva condutiva ou mista, ou de surdez profunda em apenas uma orelha. Na maioria dos casos, pessoas com esses tipos de perda auditiva serao adaptadas a aparelhos de conduçao aérea que sao colocados dentro do conduto auditivo.

Entretanto, algumas pessoas que possuem esses tipos de perda auditiva sao incapazes de se beneficiar com este tipo de aparelho por inúmeras possíveis razoes: por possuírem uma condiçao congênita, como a atresia, que significa que a pessoa nao possui o conduto auditivo para que possa ser colocado o aparelho convencional; por possuírem infecçao crônica na orelha média ou externa, a qual se agrava quando um modelo de aparelho de audiçao convencional por via aérea é utilizado, entre outras.
Nesses casos o único meio de possibilitar aos deficientes auditivos a percepçao dos sons em intensidade normal é através da conduçao óssea.

O Sistema Baha é um tratamento inovador que têm proporcionado audiçao às pessoas há 30 anos. É o único sistema de conduçao óssea direta deste tipo autorizado pela Administraçao de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA.

Nao acha que está na hora de descobrir se o sistema Baha é a soluçao certa para você?

O Sistema Baha utiliza a habilidade natural do seu corpo para conduzir o som.

 


O osso, da mesma forma que o ar, pode conduzir vibraçoes sonoras. Para pessoas com perda de audiçao, isso fornece uma outra forma de percepçao de som.
Os aparelhos auditivos comuns contam com a conduçao aérea e um ouvido médio que funcione.

O sistema Baha pode ser uma melhor opçao nos casos em que a funçao do ouvido médio pode estar bloqueada, danificada ou obstruída, pois ele ultrapassa completamente o ouvido médio. Ao contrário dos aparelhos comuns, o som é enviado ao redor da área problemática ou danificada, estimulando naturalmente a cóclea através da conduçao óssea. Uma vez que a cóclea recebe essas vibraçoes sonoras, o órgao "ouve" da mesma maneira como ouviria através da conduçao aérea; o som é convertido em sinais neurais e é transferido ao cérebro, permitindo que o implantado Baha perceba o som.

O sistema Baha:

 

1. Um processador de som captura as ondas sonoras e as transformam em vibraçoes.
2. Um pilar de fixaçao conecta o processador de som ao implante. O pilar transfere as vibraçoes sonoras do processador para o implante.
3. Um pequeno implante de titânio é colocado no osso atrás do ouvido, onde se une com o osso vivo. Esse processo é chamado de osseointegraçao. O implante transfere as vibraçoes sonoras à cóclea funcionante.

 

Processo de osseointegraçao:

O osso se une ao implante de titânio, permitindo que o implante conduza o som e forme uma ligaçao permanente com o osso.

 

 

Uso do processador de som e cuidados diários



Após um período de aproximadamente 3 meses (6 meses para crianças), o implante terá se osseointegrado ao osso.

É entao o momento de anexar o processador de som Baha ao pilar da fixaçao. Isto será feito pelo audiologista, que também irá explicar como o processador de som funciona e como cuidar dele diariamente.

Conectar e desconectar o processador de som é muito simples. Uma peça de plástico é montada ao processador de som. Ela é desenhada para se encaixar no suporte e segurar o processador de som no lugar com segurança.


O processador de som pode ser usado durante o dia, exceto na hora do banho, se você for nadar ou participar de alguma atividade física que possa danificá-lo. Seguindo estas poucas e simples orientaçoes, você irá garantir que o processador funcione de forma correta. Maiores detalhes e ilustraçoes podem ser encontrados no Manual do Usuário que está dentro da embalagem de cada processador.

A pele em volta do suporte deve ser limpa diariamente. Resíduos de pele podem aparecer em volta do suporte e é importante que eles sejam removidos utilizando uma escova de limpeza macia, sabonete e água morna.


 

BAHA PARA CRIANÇAS



Crianças que nascem com malformaçoes na orelha média ou externa, ainda podem ter um funcionamento perfeito de sua orelha interna. A audiçao é uma parte vital do processo de aprendizado de uma criança e é, portanto, de suma importância iniciar a estimulaçao da fala e do desenvolvimento lingüístico o mais cedo possível. A conduçao óssea é a alternativa natural.

O crânio das crianças sao mais finos e o osso mais leve e frágil do que o de um adulto. Por este motivo, os clínicos recomendam aguardar até que o crânio da criança esteja grosso e forte o suficiente, com a idade de cinco anos, para colocar o implante Baha. Até recentemente, só estavam disponíveis tiaras de aço para serem colocadas em volta da cabeça.

Embora esta faixa tenha sido útil para muitos, ela tem, ocasionalmente, se mostrado difícil de ser utilizada por algumas crianças, devido ao desconforto e à dificuldade de mantê-la no lugar.

 


O que é a Softband Bahar?

A Softband é uma faixa elástica com um processador de som Baha conectado a um condutor de plástico que é costurado na faixa. A faixa é ajustada com Velcro ao tamanho da cabeça do bebê. O processador de som fica seguro na pele atrás da orelha, ou em qualquer outro osso do crânio, através da pressao da faixa. O som é entao transmitido através do osso do crânio para a orelha internas que funciona normalmente. A bandagem pode ser mudada de lugar para que o conector nao esteja sempre na mesma posiçao, evitando, dessa forma, desconforto para a criança.

 

 

Principais cirurgias realizadas no Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia

Principais cirurgias realizadas no Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia e qual a finalidade de cada uma delas.

É importante lembrar que as cirurgias sao realizadas somente em último caso.

Sempre depois que todos os tratamentos possíveis foram realizados, mas por nao alcançarem o sucesso esperado, só entao o procedimento cirúrgico é indicado para que a cura seja alcançada ou pelo menos uma considerável melhora na qualidade de vida da pessoa.

Adenoamigdalectomia
Cirurgia realizada para retirada da adenóide e das amígdalas palatinas.

Adenoidectomia
Cirurgia realizada para a retirada da adenóide.

Amigdalectomia
Essa cirurgia é realizada no tratamento da amigdalite de repetiçao, nela as amígdalas sao retiradas.

Cirurgia endoscópia nasosinual
Essa cirurgia é realizada para tratamento de obstruçao nasal severa associada a polipose nasossinusal ou necessidade de correçao de algum defeito ou alteraçao anatômica no interior do nariz.

Estapedectomia
É realizada no tratamento da Otosclerose que provoca a fixaçao (endurecimento) do estribo (osso localizado na orelha média). Durante a cirurgia é feita a substituiçao do estribo prejudicado por uma prótese com formato aproximado.

Implante Coclear
Trata-se de uma cirurgia onde é implantado um eletrodo, um "chip" próximo ao nervo auditivo, para recuperaçao da audiçao em casos de surdez total bilateral. A principal indicaçao é para crianças que tenham nascido com surdez total ou adultos que tenham tido perda recente da audiçao. Todos os casos de surdez sao avaliados através de exames audiológicos e de avaliaçao fonoaudiológica, para se decidir sobre a indicaçao do implante.

Microcirurgia de Laringe
Cirurgia realizada para retirar os pólipos, nódulos (calos) nas cordas vocais.

Polipectomia
Cirurgia realizada para retirar os pólipos nasais.

Reduçao de fratura nasal
Este procedimento cirúrgico é indicado para correçao de problemas estéticos e funcionais desencadeados por uma fratura nasal.

Septoplastia
Consiste no alinhamento e/ou centralizaçao do septo nasal através da ressecçao (retirada) da cartilagem e osso desalinhados ou em excesso.

Timpanomastoidectomia
Essa cirurgia é realizada para tratamento da Otite Média Crônica Simples e Otite Média Crônica Colesteatomatosa impedido a progressao da infecçao e piora da perda auditiva.

Timpanoplastia
Essa cirurgia é realizada para reconstruir a membrana timpânica perfurada. Essa perfuraçao acontece principalmente quando a pessoa apresenta Otite média repetidas vezes e porque algumas das infecçoes nao foram tratadas corretamente.

Timpanotomia (para colocaçao de tubo de ventilaçao)
É realizada quando a pessoa apresenta Otite média serosa, que provoca o acúmulo de secreçao dentro da orelha média. A cirurgia consiste na colocaçao de um tubo de ventilaçao (uma prótese em formato de tubo que liga a orelha média à externa) permitindo o equilíbrio das pressoes dentro e fora da orelha média. Essa cirurgia é realizada principalmente em crianças, por apresentarem Otites médias freqüentes.

Turbinectomia
Reduz o volume excessivo dos cornetos nasais.

Uvulopalatofaringoplastia
Cirurgia realizada para tratamento de roncos e apnéia do sono (curtas paradas respiratórias).

 

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